quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Inquilino (The Lodger - A Story of The London Fog) - 1927

AKA: O Pensionista

 

Sinopse: Em Londres, um serial killer conhecido como “O Vingador” passa a atacar mulheres jovens e loiras. Enquanto isso, Jonathan Drew se hospeda na pensão do casal Bounting. Jonathan costuma sair em noites de névoa e também guarda a foto de uma moça loira em seu quarto, o que leva os Bounting, e principalmente, o detetive Joe Chandler, noivo de Daisy, filha dos Bouting, a suspeitar de que ele possa ser o serial killer.

Direção: Alfred Hitchcock





Elenco: Ivor Novello
Marie Ault
Arthur Chesney
Malcolm Keen



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Comentário:



O Inquilino” é o primeiro thriller de Alfred Hitchcock, e também sua primeira obra-prima. A narrativa visual é o cinema mudo em seu auge: uma época em que os filmes, apesar de incompletos pela ausência do áudio, eram, paradoxalmente, mais cinematográficos do que jamais voltariam a ser. Afinal, a função do cinema enquanto entretenimento é contar histórias através de imagens, e não de falas que poderiam estar de forma idêntica em um livro ou peça de teatro. Aliás, esse era o primeiro mandamento de Hitchcock: falas só são utilizadas quando não há nenhuma outra possibilidade de inserir a informação de forma visual. Por mais que se possa acusar o cinema mudo de abusar de inserções textuais da mesma forma que os filmes da lamentável modernidade em que vivemos abusa de verborragia, Hitchcock aqui economiza até nisso, usando esse recurso o mínimo possível.
No caso do “O Inquilino”, a economia no texto deve ter sido um desafio e tanto: o roteiro entrelaça de forma complexa diversas linhas narrativas e temporais simultaneamente. Não por acaso, o filme foi um fracasso de público na época, e só não o foi de crítica porque o cinema era uma arte tão marginalizada que nem crítica especializada possuía então. Seja como for, por sua inventividade visual, por seu roteiro instigante e por sua direção vigorosa, “O Inquilino” é uma das obras máximas de uma era do cinema que engoliu seus heróis, gente como Chaplin, Keaton e Murnau, que eram muito mais do que cineastas, eram artesões.

Um comentário:

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