terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As Ruínas (The Ruins) - 2008

Sinopse:Curtindo as férias no México, um grupo de amigos vai enfrentar o maior pesadelo quando um turista os convence a penetrar num floresta e participar de uma escavação arqueológica. Eles só não esperavam que algo demoníaco vive sob as ruínas.

Direção: Carter Smith

Elenco: Laura Ramsey, Jena Malone, Jonathan Tucker, Shawn Ashmore, Joe Anderson








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Comentário: Tem todos os elementos responsáveis por destruir um filme de terror pro pessoal exigente nos dias de hoje: jovens sexys, bebidas, atalhos que levam a lugares estranhos, viagens para O MÉXICO.
Pois é, e talvez essas características comuns a uma porrada de produções do gênero tenham mesmo destruído essa tímida obra chamada As Ruínas. O grande porém é que ao contrário de muitos outros com os mesmos elementos citados acima, esse aqui dá um sopro de originalidade pros padrões do terror moderno (o que para alguns pode soar totalmente ridículo)
ao inserir na trama PLANTAS ASSASSINAS. Não é um rapaz revoltado que fora espancado quando criança, não é um monstro invasor querendo construir impérios alienígenas na Terra, não é um vampiro sentimentalista a procura de redenção e nem um grupo de canibais mutantes deformados por conta de algum produto químico sistematicamente jogado no roteiro pra forçar atitudes cruéis e fazer você, telespectador, ter conflitos emocionais não sabendo distinguir mocinhos de vilões. São plantas, assassinas. Trepadeiras. Simples assim.
E qualé então desse filme? Bem, esfregando spoilers como marketing (me processem), ninguém jamais verá uma amputação a pedradas tão perturbadora como em As Ruínas. E também dificilmente verão uma ligação tão coesa e convincente entre trepadeiras falantes e distúrbios psicológicos. O barato dessa produção está justamente no rombo mental causado por uma situação tão espantosa (excêntrica, diferente, ridícula) ao amontoar um bando de jovens aparentemente felizes numa ruína maia(?) com vegetais psicóticos e mexicanos malvados apontando suas armas e apertando o gatilho pro primeiro engraçadinho metido a herói que resolver fugir. É um filme que, mesmo com o grande apelo visual, incomoda mais pela tensão e pela pressão exercida sobre um homem. Quão essencial são os seus principios quando a questão é sobreviver e até onde o companheirismo não representa uma forma mais cruel de suicídio. É um filme de limites. Tem lá seus clichês, e tem lá seus méritos.
Adaptação do livro homônimo de Scott Smith e produzido por Ben Stiller.

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