domingo, 6 de setembro de 2026
Caçada no Canal da Morte (Amsterdamned) - 1988
domingo, 26 de abril de 2026
Farsa diabólica (Seance on a wet afternoon) - 1964
Sinopse: A médium Myra, com a ajuda do marido Billy decide aplicar um golpe: sequestrar a filha de um casal rico, e depois devolver o dinheiro do resgate e "encontrar" a jovem utilizando sua mediunidade. Mas as coisas começam a sair do controle.
Direção: Bryan Forbes
Elenco: Kim Stanley
Mark Eden
Richard Attenborough
Judith Donner
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Comentário: Vamos admitir: depois que a gente aumenta nosso repertório, sempre dá aquela preguiça quando cogitamos a ideia de ver um thriller ou um terror que anteceda a década de 70. Mas o cinema atual é tão lamentável que não tem jeito, ou é rever os mesmos de sempre ou tentar achar uma preciosidade perdida, como foi o caso desse aqui.
E é justamente devido a esse entorpecimento de ter se acostumado ao afogamento no chorume que virou o cinema que assistir uma jóia dessas chega a emocionar.
Só a fluidez do bom gosto estético em cada enquadramento, a elegância da movimentação de câmera, e as performances elevadas dos dois protagonistas poderiam fazer funcionar qualquer roteiro mequetrefe, mas a história é genuinamente interessante — embora o importante aspecto da médium oferecer os serviços à família vítima pareça um elemento de frágil justificativa.
E é tudo na medida: a teatralidade, as reviravoltas, o desfecho, o ritmo é calmo e não arrastado. Coisa fina.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Um Longo Fim de Semana (Long Weekend) - 1978
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
A Noite do Demônio (Night of the Demon) - 1957
AKA CURSE OF THE DEMON
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
Aleluia (Alleluia) - 2014
Sinopse: Clássico malandro, Michel seduz a mulherada pra depois dar o golpe do baú. Até que dá o azar de aplicar numa tal de Glória,que acaba se apaixonando de um modo obsessivo e começa a fazer o que você já deve imaginar o quê.
Direção: Fabrice Du Welz
Elenco: Laurent Lucas, Lola Dueñas
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Comentário: Imundo e fedorento, como a própria essência do cidadão médio francês ou do frequentador médio do blog, Alleluia é um filme de estética tão desagradável que deve ter sido objeto de uma bronha poderosa do Cláudio Assis — se ele assistiu.
O diretor é o mesmo do Calvaire (que tá aqui), que eu nem lembro de nada, mas recordo vagamente de também ser impactante visualmente. No caso do Alleluia, por mais que a granulação distraia mais do que tudo, a composição estética é bem interessante se você se der ao trabalho de notar.
O único problema é a progressão narrativa, que redunda muito depois do primeiro ato, mas é o risco que sempre se corre quando se tenta transformar um argumento limitado desse tipo num filme. A história, aliás, é inspirada livremente em fatos de um casal lá que eu nem sabia que existiu.
Acaba que a sujeirada foi tanta que o próprio diretor teve que dar uma arregada depois disso. Pelo que vi acabou tomando um banho e fazendo só uns filmes meia-boca e bem limpinhos. Pena.
A Arte do Caos (Verbrannte Erde) - 2024
Sinopse: Doze anos após sua fuga de Berlim (no final de 'Nas Sombras'), o ladrão profissional Trojan retorna em busca de novos trabalhos.
Direção: Thomas Arslan
Elenco: Misel Maticevic, Marie Leuenberger, Alexander Fehling, Tim Seyfi
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Link Direto + Legendas Exclusivas
Comentário: Eu sei que você não viu o primeiro filme ali linkado na sinopse, eu sei. Eu também não esperava por isso, afinal, não envolve nenhuma temática escatológica que você busca por aqui. Mas vou insistir, vou tentar porque um dia você vai entender que a vida não se resume a sangue e fezes.
E pensa só, esse é um filme que certamente ninguém dos seus amigos tetudos viu, então você pode soltar o nome dele de maneira displicente numa conversa sobre cinema só pra humilhar esses otários e mostrar que seu repertório cinematográfico é muito mais vasto.
Apesar do primeiro filme ter ficado na obscuridade, o fato de ganhar uma sequência tantos anos depois e ter uma terceira parte confirmada mostra que pelo menos uma pessoa cultua essa... franquia. No caso, quem tá desperdiçando dinheiro investindo nessas produções.
Embora seja voltado para um público mais nichado e cada vez mais reduzido (fãs de literatura policial clássica), a ironia é que termos aqui a representação mais fidedigna do ladrão Parker, personagem icônico criado pelo Richard Stark e que, embora possua dezenas de adaptações (e tá vindo mais uma pelo Shane Black), nunca teve um retrato fiel e justo às suas características principais tanto quanto nessa trilogia, que acaba sendo uma fanfic.
E, de novo, uma fanfic sofisticada (mais sofisticada), madura (mais madura) e apurada (mais apurada)
Isso implica também numa abordagem silenciosa, que acaba representando o anti-cinema quando se refere a thrillers desse perfil. Mas é isso, fazer o que, no cinema de hoje resta fazer o trabalho de garimpo.
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
O Que Há Para Jantar? (Parents) - 1989
quarta-feira, 21 de maio de 2025
E Agora, José? (A Tortura do Sexo) - 1979
Comentário: Esse é pra quem quer filme sobre a ditadura mas sem as viadagens tipo "Ainda Estou Aqui", onde o José titular paga pra comer catadora de lixo, lê poesia enquanto participa de orgias bissexuais e declama Drummond no pau de arara, coisa de macho. Ironias típicas do cinismo deste blog à parte, "E Agora, José?" é a transubstanciação da pornochanchada em cinema político fisiológico; é a representação definitiva das consequências corpóreas do totalitarismo no cinema brasileiro - é bem superior, por exemplo, ao "Pra Frente Brasil", tido normalmente como a referência da área -, algo melhorado também por ter um protagonista carismático (apesar de ser petista) e, algo que muito falta ao nossos filmes, senso de humor. Se as cenas de violações sexuais e tortura foram feitas tendo um ideal de manifesto em mente, ou só para tirar uns trocos do público bagaço do cinemas pornô da Boca do Lixo, fica à interpretação do leitor (mas com certeza é a segunda opção).
segunda-feira, 22 de julho de 2024
Internato derradeiro (La residencia) - 1969
Sinopse: A senhora Fourneur (Lilli Palmer) é diretora de um colégio interno para senhoritas na França do século 19. Seus métodos rigorosos não são apreciados pelas estudantes. O clima sufocante da instituição fortalece nas internas a crença de que as três alunas que desapareceram sem deixar vestígios conseguiram, por sorte, fugir do internato. O que elas não sabem é que algo horrível está acontecendo enquanto tudo segue dentro da conservadora rotina da "residência".
Direção: Narciso Ibáñez Serrador
Elenco: Lilli Palmer, Cristina Galbó Teresa, John Moulder-Brown, Maribel Martín Isabelle
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La residencia é uma pérola gótica do diretor do ¿Quién puede matar a un niño?. É uma espécie de proto-giallo sóbrio do Mario Bava, evocando momentos de tensão sexual e requintes de fascismo (calma, calma, não se empolgue, é de uma perspectiva narrativa, dos personagens). Embora o drama prevaleça quase até toda a primeira metade, a tensão nunca cessa e tecnicamente o negócio é conduzido com maestria.
A restauração desse filme certamente o elevou a um patamar estético justo ao que sua atmosfera requer. Enfim, pouco a se dizer, mas assistindo o início quem saca já vai entender que tipo de filme é. E se dessa perspectiva ele parece manjado, não se preocupe, o clima e o charme da coisa toda são alto nível.
terça-feira, 21 de maio de 2024
Nenhum Passo em Falso (52 Pick-up) - 1986
quinta-feira, 18 de abril de 2024
O Elevador Assassino (De Lift) - 1983
quarta-feira, 17 de abril de 2024
As Taras da Sétima Monja (La Settima Donna) - 1978
AKA THE LAST HOUSE ON THE BEACH
segunda-feira, 15 de abril de 2024
O Último Mundo dos Canibais (Ultimo Mondo Cannibale) - 1977
sexta-feira, 1 de março de 2024
Em Rota de Colisão (Stuck) - 2007
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
The Appointment - 1982
Direção: Lindsey C. Vickers
Elenco: Edward Woodward, Jane Merrow, Samantha Weysom
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Comentário: A cena inicial é surpreendente. Do tipo que inevitavelmente você já se pega perguntando o que teria levado esse filme a ser tão obscuro. O transcorrer, no entanto, justifica: sutil demais para ter o mínimo de apelo para fãs retardados do cinema de horror. E quando digo sutil demais, não estou sendo generoso, vai por mim, talvez esse seja o filme de terror mais sutil da história do cinema.
Trata-se de mais um daqueles atmosféricos, como um interminável sonho febril. Muitas vezes, e aqui está um ponto negativo bem considerável, as cenas de suspense duram até demais, alguns bons segundos excessivamente esticadas. E não dá nem para questionar "porra, cadê o editor pra cortar isso?", porque se percebe que a direção tem muita, muita personalidade, o que torna a dilatação dessas cenas perdoáveis.
Falando na direção, que pedrada. Tratando-se de um debute, é monumental. Porém, infeliz e inacreditavelmente, foi a única obra do diretor. Hoje em dia o filme é bastante desconhecido, até por ter sido perdido por décadas (aquela coisa de sempre), mas já é relativamente cultuado, às vezes até desproporcionalmente por cinéfilos bocós (aquela coisa de sempre).
E já antecipando, burros do jeito que vocês são, vou explicar a história em linhas gerais: a menina, filha do casal protagonista, é uma representação de uma espécie de "bruxa", que conjura seus poderes malignos a partir de eventos/pessoas que a incomodam. Ou seja: a menina da cena inicial, por ser sua rival e o seu pai, por faltar ao concerto, acabaram sendo vítimas. No caso, a essência do argumento é a seguinte: e se uma bruxa incorporasse em uma adolescente num contexto moderno e essa acabasse usufruindo dos seus poderes em situaões mesquinhas tipicamente vivenciadas por uma adolescente? Interessante né?
sábado, 13 de janeiro de 2024
Homebodies - 1974
Sinopse: Quando um grupo de tranquilos idosos tomam conhecimento que suas casas serão demolidas para dar lugar a blocos de apartamentos, eles decidem tomar uma atitude. O que começa como uma tentativa de desencorajar os empreiteiros, logo se torna algo bem mais violento...
Direção: Larry Yust
Elenco: Paula Truema, Peter Brocco, Frances Fuller, William Hansen, Ruth McDevittn
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Comentário: Algumas narrativas são atemporais, não adianta. Da mesma forma que "A Chave de Vidro" do Dashiel Hammett é um clássico da literatura noir e inspirou obras de qualidade em contextos totalmente diferentes, como Yojimbo, Por um Punhado de Dólares, O Último Matador (esse nem tão bom) e Ajuste Final, Homebodies não deixa de ser aquela suculenta clássica história de western do empoderamento do oprimido diante da ameaça de desapropriação em razão do avanço da ferrovia. A grande sacada desta vez é usar velhos, um elemento sempre interessante. Aliás, o fato de ser um grupo de velhos é muito coerente, pois facilita a justificativa de encorajamento — nós, brasileiros, entendemos bem o estrago que uma cambada de velhos fodidos unidos é capaz de fazer na frente de quartéis, por exemplo (no caso, estrago me refiro à imundice, no nosso caso).
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
The Exorcism - 1972
AKA
"Dead of Night: The Exorcism"
"The Exorcism by Don Taylor"
Sinopse: casal burguês socialista convida casal de amigos burgueses socialistas para a Ceia de Natal na sua nova casa, uma cabana reformada no interior da Inglaterra. Uma série de eventos estranhos logo preocupa o grupo, que se força a aceitar que algo de sobrenatural se desencadeia na noite. Tem 50 minutinhos.
Direção: Don Taylor
Elenco: Anna Cropper, Sylvia Kay, Edward Petherbridge, Clive Swift
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Observação: o release na verdade não é um release. Simplesmente peguei uma versão postada no youtube e baixei num daqueles sites gratuitos fuleiros. Então, se a imagem original já era cagada (nunca foi lançado fisicamente, pelo que li), piorou na compressão e tá arquivo direto porque tem míseros 95MB. E a legenda tá medonha, tem alguns trechos que tá em quatro linhas. MAS É EXCLUSIVA, DE NOVO, ENTÃO NÃO RECLAMA!
Comentário: Esse filme na verdade não é um filme. É um episódio de uma série de sete curtas de terror — o único a ter feito sucesso. E o exorcismo na verdade não é um exorcismo propriamente dito, ou popularmente estabelecido após o filme do Friedkin (que viria depois), tem lá uma possessão, mas é bem respeitosa e era isso. E quando eu disse que fez sucesso também era mentira. Ele se sobressaiu aos outros episódios — que eram obviamente medíocres — e hoje é relativamente cultuado, mas para por aí.
E o pior é que é bom mesmo. Dá inclusive uma tristeza ver um argumento bom, um texto tão bem escrito e interpretado se alongar por miseráveis 50 minutinhos.
Aprofundando mais essa sinopse aí... os casais têm um ar petulante inerente do burguês socialista somado ao ar desagradável natural do sotaque e do biotipo (cara amassada) britânico, mas são simpáticos, até certo ponto. Ou talvez só lembrem aqueles amigos com discurso político afiado que todo mundo tem, mas que ninguém leva a sério (e não, não me refiro a você, leitor, você não é levado a sério porque tem quase 40 anos e ainda mora com a mãe).
Pelo menos o filme faz bom uso da ostentação intelectual que eles fazem questão de exibir: todo evento sobrenatural é sucedido de uma reflexão filosófica, social ou racional. Ou seja, não tem personagem abobado fazendo escândalo toda hora. Tudo é debatido de uma forma interessante e os próprios eventos são bem apresentados.
E pela produção visivelmente miserável, a atmosfera é muito sombria e elegante. Tem outro filme de casa assombrada postado no blog que esbanja sutileza e charme (aqui), mas nem se compara a esse, que consegue construir e reproduzir o medo apenas na reação e falas dos personagens, sem muito exibicionismo.
A conclusão pode ser duvidosa. Por ter um clima tão imponente, particularmente esperava uma explicação sobrenatural pragmática e esperta que fizesse jus ao todo. Mas acaba como um comentário político debochado. No final das contas, a casa é só a materialização do sonho de todo pobre em querer ver o burguês socialista tombado na própria hipocrisia.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
Harry Chegou Para Ajudar (Harry, un ami qui vous veut du bien) - 2000
Sinopse: Num posto de beira de estrada, Michel (Laurent Lucas) é abordado por Harry (Sergi López), um homem de quem Michel não se lembra mas que afirma ser um velho colega de escola. Harry segue até onde Michel e sua família vão passar as férias e começa a se aproximar. Aí fica uma coisa estranha, se quiser saber assista.
Direção: Dominik Moll
Elenco: Laurent Lucas, Mathilde Seigner, Sergi López, Sophie Guillemin
domingo, 3 de dezembro de 2023
A Maldição do Necrotério (The Boneyard) - 1991
Sinopse: Detetive convence uma sensitiva renovada a ajudá-lo a resolver uma série de crimes. Quando os dois vão a um necrotério examinar os corpos de algumas vítimas, ficam presos, junto com os funcionários, nos seus porões e são atacados por três crianças orientais vítimas de uma maldição (ou mais uma maldição, além de serem orientais) que as transformam em terríveis seres (piores do que orientais!).
Direção: James Cummins
Elenco: Deborah Rose, Denise Young, Ed Nelson, James Eustermann
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>> 720p: Magnetic Link
Mas quem é macho mesmo assiste essa versão podre com estética de VHS: https://www.youtube.com/watch?v=napUy3lHacw
Comentário: Por alguns detalhes The Boneyard não logra de maior reconhecimento. Um deles é o anacronismo: foi lançado tarde demais para conseguir sustentar seu clímax em animatônicos e cedo demais para se destacar com sua combinação de gore e humor. Também sofre de alguns problemas de condução, seu ritmo é irregular e as cenas movimentadas passam rápido demais.
Mas tudo de bom que poderia se pedir em pleno auge do VHS está ali: bastante sombra e textura carregada; elementos narrativos típicos, como protagonista detetive cansado e sidekick com poder paranormal (embora espertamente sutil, nesse caso) e atribuição de maldições a imigrantes.
Mas o maior destaque certamente são os efeitos e a maquiagem — as crianças mendiguinhas canibais ficaram ótimas.
Ah, e se você conhece esse filme provavelmente é por dois motivos: ou viu no SBT ou já viu essa famigerada capa abaixo. E apesar desse pôster suscitar uma tranqueira da década de 70 que ninguém teria paciência de ver, a aparição da criatura é digna! O poodle gigante zumbi é bem feito e a sequência é divertida. Diria, inclusive, que é o melhor uso de um poodle gigante da história do cinema (chupa Ang Lee, seu bosta).



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