domingo, 16 de maio de 2021

Mansão macabra (Burnt Offerings) - 1976


Sinopse: Ben e Marian conseguem alugar uma mansão por um valor estranhamente baixo e depois que se mudam para a casa Ben começa a ter explosões de violência, enquanto Marian passa a maior parte do tempo no quarto da velha senhora que tem que cuidar mas que ninguém jamais conheceu. À medida que "acidentes" vão acontecendo a casa parece ficar cada dia mais nova, e seus habitantes não tem como sair.

Direção: Dan Curtis


Elenco: Karen Black, Oliver Reed, Bette Davis, Lee Montgomery



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720p - 814 MB >> Link magnético
1080p - 1,84GB >> Link magnético

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Comentário: Não querendo exagerar, mas isso aqui faz O Iluminado parecer um exploitation. Não me entenda mal, o Kubrick é aquela perfeição que todo mundo sabe e O Iluminado tem aquela pretensão de ser o filme de terror definitivo e por isso exige que seja carregado em todos os sentidos (então se torna impraticável a comparação? pode ser, pode ser). Mas se atendo ao enredo, é praticamente a mesma coisa: família se muda para casa (de verão, dessa vez, olha só) e a loucuragem começa a tomar conta de todo mundo. O que tem de diferente mesmo aqui é como tudo funciona na total inversão do filme do Kubrick (num lampejo de retardadice daqueles fãs otários de Kubrick torço que ele tenha assistido esse filme e essa foi uma forma de homenageá-lo, fazendo uma releitura reversa). Desde a troca de cenário e circunstância já mencionada nas estações que ambos se passam, mas principalmente pelas escolhas simbólicas para representar a insanidade progressiva. Em Burnt Offerings não rola cascata de sangue, gêmeas medonhas ou velha sedutora putrefata; o efeito tá em sutilezas de um pai tentando afogar o próprio filho sem perceber e de uma idosa (Bette Davis, sempre memorável, até em pequenas participações) sentindo-se cada dia mais fatigada, por exemplo. Visualmente dá pra se dizer também que qualquer confronto entre os dois filmes é injusta, mas salve um reconhecimento justo ao filme do Dan Curtis é que se ele começa sem personalidade de um quase-filme-de-tv, ao final evolui (creio que dentro do conceito pretendido) para um quase-Bava-modesto nos momentos que flerta com uma estética gótica.
Para acabar com a palhaçada forçada dessa comparação (será mesmo? e aquela última cena, heinhô?), só gostaria de mencionar que a a reação dos personagens (assim como as atuações) são muito mais relacionáveis do que às do filme do Kubrick e seus exageros (perdoe-me). Já para não me render totalmente, cabe criticar o chofer magrelo não tão convincente (especialmente na cena confusa no quarto) e também o clímax, não entre as melhores execuções possíveis.

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